CEO - OS VALORES MORAIS

O AMOR

A sociedade está muito carente de amor, não do amor como comumente se pensa atração, sexo, ilusão, vaidade, mas de amor-compreensão, amor-verdade, amor-paz, amor-otimismo. Só este amor pode diminuir as dores do povo e lubrificar a máquina da vida.

O amor é o meio, o esforço, o serviço colocado à disposição da sociedade que, com sua mensagem, reacende a esperança, diminui e extingue os problemas, abre novas perspectivas ao espírito, cria a harmonia geral, transforma as vidas.

Por ser uma vibração cósmica, ele é uma emanação do Criador. Transforma-se em ensinamento de profunda beleza e infinita praticidade a se amoldar de acordo corn as situações, tornando-se amor-energia, amor-verdade, amor-paz, amor-esperança, amor-felicidade. É o cerne do nosso trabalho, do qual não podemos no afastar sob pena de perda da identidade do serviço. Sentimo-lo, preenchemo-nos dele, vibramos, mas não sabemos exatamente o que é, como é e porque é. No trabalho do plantão o amor está sob a forma de aceitação, compreensão, diálogo, entendimento e alegria, com relação às pessoas atendidas.

PAZ E OTIMISMO

Dentro de nós existe uma força, uma energia, urna vibração, como a queiramos designar, de potência infinita. É obra da CEO fazer com que a pessoas compreendam a presença dessa força interior, vejam nisso a sua origem divina e cósmica, e se amem.

Lidamos com o sofrimento. O sofrer é urna constrição interior, um aperto uma contrariedade entre o que pretendemos e o que temos. Queremos que a coisas se passem de uma maneira e elas vêm de outra. Desejamos saúde temos doença, queremos facilidades e temos dificuldades.

O sofrimento, pois, é urna contrariedade, uma oposição ás pessoas, fatos coisas. Se a base do sofrimento é a oposição, a solução é aceitação com consciência e espírito de luta. Há pessoas sem problemas que vivem angustiadas, tristes, desesperadas, enquanto outras, mesmo com tudo, desfavorável, nada sentem, pois compreendem e aceitam. Estão harmonizada consigo mesmas, com o mundo, com Deus.

Muitas pessoas se julgam sem forças para vencer hábitos e tendências, como os viciados em fumo, álcool ou tóxico. Também nestes casos, a solução está no reconhecimento da força interior. Reconhecendo-a, amando-a, conseguem a harmonia interior e se põem a salvo do problema.

Um hábito negativo se cura com um positivo. Quem estiver enfraquecido para assim proceder, deve procurar o recurso da prece e acordar as forças.

A paz e a esperança vêm da mente positiva. Quem sofre deve reconhece que é forte e que a força pode ser ativada mediante sua firme determinação.

O COMBATE AO PESSIMISMO

A toda hora, notícias tristes bombardeiam-nos a mente. Quando não é assim, há no ambiente uma predisposição, uma carência de alegria e confiança. A vida não é encarada como um reservatório de surpresas agradáveis mas como um depósito de tristezas e amarguras. Suporta-se o "peso" da vida porque não há que se possa fazer. Subsiste-se, não se vive. A alegria passa a ser ocasional, jamais um estado permanente da alma. O que deveria ser o normal - a alegria - torna-se ocasional. Aparece o pessimismo. Ele se instala de mansinho, sorrateiro. Quando vemos, já tomou conta de nós. Talvez a maior dificuldade seja detectar onde e quando estamos sendo negativos, onde encontrar o belo, o positivo, o verdadeiro, no meio das coisas. É uma conversa em casa, no ônibus, no trabalho que, de repente, nos assalta o coração.

O pessimista tem medo, desconfia, isola-se, sofre, e sente "não ter forças", mesmo preenchido delas. O pessimismo se combate com a força de vontade.

O AUTODESCOBRIMENTO

Por necessidade do trabalho, a CEO dá prioridade ao conhecimento de si mesmo, ao reconhecimento das forças intimas. É um reconhecimento do poder do Criador, um ensinamento antigo, o "Conhece-te a ti mesmo". E Jesus mandou que se "amasse o próximo como a si mesmo".

Não é possível ter ânimo permanente sem o reconhecimento da paternidade de Deus e da força ilimitada dentro de nós. Um ânimo relativo se consegue quando se visa um objetivo, mas, o grande ânimo, a vontade forte, exige este saber.

A CEO coloca em primeiro lugar a questão da força interior e recomenda, na medida do possível, que cada pessoa procure se descobrir, auto-examina-­se, compreender que sua vida, pensamento e sentimento derivam da presença animadora e vivificadora do Poder Criador. Quem não compreende que é inteligente e capaz, facilmente cede às fraquezas e ilusões e se torna triste e desanimado. E imperiosa a viagem para dentro, em busca do poder cósmico, da vibração cósmica, da inteligência divina que ali existe. Deus não é apenas exterior, ou castigador e raivoso. E uma força, um poder, uma vida um amor, inseparável de nós mesmos, que nasce e se expande mediante a conscientização e a prática de nossas qualidades.

Na medida em que julgamos o nosso mundo interior luminoso, virtuoso, detentor de vontade, inteligência, beleza, harmonia e alegria, somos levados a pensar também nas imensuráveis virtudes de Deus, de onde as nossas derivam.

Se não valorizarmos a Deus, como valorizarmos a nós próprios, como criaturas que Dele somos? Se imaginamos um Deus incapaz, ou escondido no Infinito, despreocupado de nós, que seremos nós? Como extrair algo de nós, se julgamos que nada temos?

No instante em que reconhecemos possuir uma energia cósmica que nos sustenta com imensas possibilidades de raciocínio, sentimento e sentidos, dá-se um ajuste em nosso EU e abrem-se as portas à ressonância amorosa do Criador em nós. Só reconhecendo-nos como seres inteligentes, amorosos, detentores de uma força infinita, teremos paz, estabilidade interior, esperança.

É nesse sentido que a CEO prega o descobrimento de si mesmo. Uma necessidade de progresso espiritual, moral e material. Quanto mais nos reconhecemos seres divinos, portadores da chama imortal da paz, da virtude, da felicidade, mais nos capacitamos a ver o vasto cabedal de inteligência e de sentimentos que possuímos e nos inclinamos a reconhecer o mesmo nos outros, a ver neles o mesmo germe cósmico, a mesma força divina, a mesma vibração poderosa. E isso é amor, vê-los iguais a nós, não os querer ferir ou prejudicar, mas ajudá-los e compreendê-los como gostaríamos que nos ajudassem e compreendessem.

Resumindo, a força divina e cósmica sustenta o átomo e a Natureza em todos os planos. No homem, esta força de sustentação, de criação, de felicidade, atinge o seu esplendor e vem coroada com as exteriorizações de inteligência, sentimento e virtude. Sendo Deus virtude, sabedoria, amor, esperança, beleza, alegria, harmonia, em grau infinito, tudo isso desenvolve-se e expande dentro do homem conforme é aceito e praticado. Como Deus é infinito, disso nos resulta uma ânsia de infinitude, de expansão em todos os sentidos, de crescimento sem limites, de alcance de novos estados de alma, e isto nada mais é do que a liberdade.

Sobre esse importante ensinamento, Jesus falou: "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos fará livres". Livres, porque a presença divina, sendo infinita, quando reconhecida por nós, produz a vontade "de ser infinito ", o que significa liberdade. O ensinamento do Mestre Jesus é: "reconhecereis a presença de Deus dentro de vós e essa presença se expandirá a tal ponto que sereis livres dos impedimentos que criastes para vós mesmos".

A ATENÇÃO

Assim como não é possível medir o valor do sorriso, da bondade, da virtude, é impossível medir o valor da atenção. Um ouvido atento, que denote acompanhamento do problema, uma posição de verdadeiro amor, ressoa positivamente na pessoa necessitada.

Há os que dizem poucas palavras e se sentem satisfeitos por terem sido ouvidos e, outros, que se demoram nas exposições sem demonstrar a alegria equivalente à daquele. Ao plantonista basta a certeza de estar cumprindo o dever.

Estar atento não é simplesmente ter um telefone colado ao ouvido. É, sobretudo, fazer sentir, a quem fala, que está sendo compreendido e amado. Atrás do desabafo está sempre uma carência de compreensão e amor.

O desabafo diminui o aperto interior, esvazia a angústia e a ansiedade. As pessoas saturam de tal forma o intimo com pensamentos, palavras e atos de ódio, ressentimento, ciúme, tristeza e desânimo que anseiam por limpeza e liberdade, mediante a expulsão da sujeira acumulada.

É um íntimo onde já não cabe mais água suja e pede a água limpa. Essa água limpa é a água viva, são as águas da paciências, do respeito humano, da compreensão, da harmonia, da alegria, da esperança.

Durante a fase de desabafo é inútil tentar adicionar ao atendido novo ensinamentos ou bons comportamentos, por causa da necessidade de pôr para fora o que angustia. Em função das condições do atendido, o plantonista apresenta sugestões e pontos de vista deixando a critério daquele o rumo a tomar. O plantonista não diz "faça isto" ou "faça aquilo". Cabe ao atendido fazer o que melhor lhe convier. Surte, porém , bom efeito as recomendações baseadas na forma de pensar do atendido.

A INSPIRAÇÃO SUPERIOR, A FÉ E A ORAÇÃO

Toda a história e o dia-a-dia da CEO está marcada pela presença da INSPIRAÇÃO SUPERIOR, alimentando as mentes e os corações com orientação e ânimo.

Essa fonte de energia e persistência abastece o trabalho, em todos os setores, faz surgirem sugestões benéficas nos plantonistas, preserva-lhes a tranqüilidade no lar, no trabalho externo e assegura-lhes o progresso em todos os níveis.

Para que surja a INSPIRAÇÃO SUPERIOR, é preciso a FÉ.

A ORAÇÃO, põe em ação a FE e atrai a INSPIRAÇÃO SUPERIOR gera o ânimo no plantonista e se transmite aos consulentes. Ela está presente em nossas reuniões mensais, no instante de começar ou terminar o plantão, nos momentos de atendimento e nas demais circunstâncias.